Ando
relendo meus textos. Descobri que quanto mais me leio e me releio, menos eu me
entendo.
Não
sei se sou bom em escrever nem em ler, menos ainda em reler. Não sei por que cheguei
a pensar em colocar o nome do meu blog de “ler e reler”, depois eu desisti, mas
no fundo até que eu gostava desse título. Gosto de não saber-me. Às vezes rio-me, outras vezes odeio-me. Tenho
vontade de escrever para mim mesmo comentários nem sempre delicados em relação
ao que escrevo. Nem sempre concordo comigo. Já cheguei a dormir revoltado com o
que eu escrevi, mas escrevi, e daí?
Ontem
li uma coisa que eu escrevi e discordei completamente de mim mesmo.
Perguntei-me de onde eu havia tirado aquela ideia. Acho que foi de dentro de
uma garrafa de vodka, ou coisa parecida. Hoje não fui à missa e tomei uísque,
acho que isso mudou minha percepção e minhas verdades, aliás, se há coisas
subjetivas na vida são as verdades. Agora com cinqüenta e tais anos já descobri
umas quatro ou cinco verdades diferentes sobre quem descobriu o Brasil. Foi Pedro
Álvares Cabral, foi Duarte Pacheco Pereira? Foi em 1500 ou em 1496? E os índios
brasileiros de onde vieram? E por aí se vão e vêm as verdades.
Hoje,
oito de novembro de dois mil e catorze foi dia de prova do ENEM. Acho que eu
não passaria no quesito redação, porém, e se em vez de eu ter escrito uma
redação para o ENEM hoje eu apenas colocasse o endereço do meu blog e o
examinador gostasse pelo menos de alguns textos meus? Ele poderia discordar, é
claro, das minhas ideias, das minhas palavras e também poderia não entender-me
e ao não me entender, reler, então tudo faria sentido, até mesmo a
incompreensão do texto. Acho que “ler e reler” seria um bom título para o meu blog,
se bem que não sei se eu seria aprovado na prova de geografia.
Nov/2014
Nenhum comentário:
Postar um comentário