Que pena esta
perda de identidade que as pessoas têm sofrido hoje. Atualmente o gordo não é
mais gordo, o careca não é mais careca o baixinho não é baixinho e negro é
afro. Ninguém sofre de ser isso ou aquilo. Sofre de mau-hálito, sofre de
bullying. Por que será que os americanos tinham que se intrometer até nisso? Antigamente se o cara era um merda ele era
mesmo um merda, agora ele é uma vítima - uma vítima de merda, é claro -. “Tá gordinho, heim!?” – pronto! Crime. Se
for mulher então dá direito a processo criminal com agravante na lei Maria da
Penha. Antigamente criança que não já bem na escola era repreendida pelos pais,
e hoje? Tirou nota baixa? Cai de pau no professor, alega que os amiguinhos
estão chamando seu filho de burro e que isso é bullying e daí vem o resto: O
menino esfaqueia o outro, mas por quê? Porque sofreu bullying. Que pena! Agora
ninguém pode sacanear alguém que, pronto: É bullying. Se o seu time for
rebaixado para a segunda divisão não se preocupe, ninguém vai poder “tirar
sarro de você”. É bullying também.
Agora o Rubinho Barrichello
descobriu que também ta sofrendo disso. Chamaram-no de velho e careca, imagina!
Pior do que isso só uma vez que ouvi um sujeito gritando pro outro: “Preto,
filho da puta” ao que o agora, afro-descendente, prontamente
reagiu. “Preto, não!
Segundo
Barrichello ele ainda tem muito a oferecer ao automobilismo.
Claro que concordo. Além do que temos que admitir que ele sempre correu “atrás”
de seus ideais.
Agora não se tem
direito à revanche do tipo: Sou preto com muito orgulho e por aí vai... e preto
com muita honra então é coisa do passado. Somos todos irmãos. Agora somos todos
brancos, uns mais claros, outros mais escuros, claro!
Eu nunca pensei
que teria que aprender a usar tantos verbos novos como agora. Hoje eu deleto,
printo, twito, torpedo e ainda por cima estou há quase meia hora tentando em
vão conjugar o verbo Bullyinisar. Ainda se o verbo fosse Bullynar até dava pra
tentar. Tenta aí, depois me responde se conseguiu:
Eu bullyiniso,
tu bullyinisas, ele bullynisa... E pensar que o meu apelido de infência era "perereca"porque magrelo que eu era, pulava muito alto e muito longe. Não quero nem pensar nisso nos dias de hoje.
Ah, se me ridicularizarem por este texto, já
sabem, né!? É bullying! E vou achar que é só uma tremenda sacanagem, mas em
compensação isso seria discriminação, o que é crime. Pode uma coisa dessas?
2016
muito bom
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