quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Bullying

Que pena esta perda de identidade que as pessoas têm sofrido hoje. Atualmente o gordo não é mais gordo, o careca não é mais careca o baixinho não é baixinho e negro é afro. Ninguém sofre de ser isso ou aquilo. Sofre de mau-hálito, sofre de bullying. Por que será que os americanos tinham que se intrometer até nisso? Antigamente se o cara era um merda ele era mesmo um merda, agora ele é uma vítima - uma vítima de merda, é claro -. “Tá gordinho, heim!?” – pronto! Crime. Se for mulher então dá direito a processo criminal com agravante na lei Maria da Penha. Antigamente criança que não já bem na escola era repreendida pelos pais, e hoje? Tirou nota baixa? Cai de pau no professor, alega que os amiguinhos estão chamando seu filho de burro e que isso é bullying e daí vem o resto: O menino esfaqueia o outro, mas por quê? Porque sofreu bullying. Que pena! Agora ninguém pode sacanear alguém que, pronto: É bullying. Se o seu time for rebaixado para a segunda divisão não se preocupe, ninguém vai poder “tirar sarro de você”. É bullying também.
Agora o Rubinho Barrichello descobriu que também ta sofrendo disso. Chamaram-no de velho e careca, imagina! Pior do que isso só uma vez que ouvi um sujeito gritando pro outro: “Preto, filho da puta” ao que o agora, afro-descendente, prontamente reagiu. “Preto, não!
Segundo Barrichello ele ainda tem muito a oferecer ao automobilismo. Claro que concordo. Além do que temos que admitir que ele sempre correu “atrás” de seus ideais.
Agora não se tem direito à revanche do tipo: Sou preto com muito orgulho e por aí vai... e preto com muita honra então é coisa do passado. Somos todos irmãos. Agora somos todos brancos, uns mais claros, outros mais escuros, claro!
Eu nunca pensei que teria que aprender a usar tantos verbos novos como agora. Hoje eu deleto, printo, twito, torpedo e ainda por cima estou há quase meia hora tentando em vão conjugar o verbo Bullyinisar. Ainda se o verbo fosse Bullynar até dava pra tentar. Tenta aí, depois me responde se conseguiu:
Eu bullyiniso, tu bullyinisas, ele bullynisa... E pensar que o meu apelido de infência era "perereca"porque magrelo que eu era, pulava muito alto e muito longe. Não quero nem pensar nisso nos dias de hoje.
Ah, se me ridicularizarem por este texto, já sabem, né!? É bullying! E vou achar que é só uma tremenda sacanagem, mas em compensação isso seria discriminação, o que é crime. Pode uma coisa dessas?

2016

  

Um comentário: