A gente nasce sem saber por que nasce
Pra que nasce
Mas nasce
A gente vive sem saber por que vive
Para que vive. Para quem vive
Mas vive
A gente morre sem saber por que morre
Pra que morre
Pra onde vai
E quem está vivo questiona
Reza missa, chora, faz promessa
A gente cresce sem saber por que cresce
Nem pra que cresce
A gente envelhece sem entender
Porque nem para que envelhece
A gente nasce cresce envelhece e morre
(Não necessariamente nessa ordem)
E lá no final, se nos fosse permitido
perguntar a nós mesmos, perguntaríamos apenas, por quê?
- Só para termos tempo de ensinar a quem
nasce que quando se aprende a viver é a hora de morrer para que então
inexplicavelmente renasçamos.
Ensinamentos
de Dona Enéia, minha mãe,
filósofa de terceira série primária.
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