Então eis que começa tudo de novo, a fralda, a mamadeira,
o choro de noite, mais mamadeira, mais fralda, e ele não está nem aí porque
sabe que é o centro das atenções. Cativa até quem apesar de não ter idade para
ser sua mãe, por nem ter cinco anos de idade, vai brincar com ele de trocar sua
fralda e ajudar na mamadeira, pois é. Vinícius, que eu não sei se vai se chamar
Vinicius, mas é assim que eu vou chamá-lo e eu não sei quanto tempo vai demorar
até que ele entenda esta confusão toda sobre o que é viver ou sobre ter alguém
que o chame de Vinícius caso não seja este o seu nome de batismo. Aliás, ele
nem entenda porque não é Vinicius, já que ela vai se sentir Vinicius no sangue,
na vida, vai ser Vinícius nas atitudes, no amor pela vida, na postura perante
ela. O nome não importa, para mim, nasceu Vinícius, cujo avô, e talvez somente
ele, o chamará assim e ele vai saber, quando ouvir a palavra Vinícius, que é o
seu avô quem o está chamando e muito mais adiante, quando ele ouvir a voz do
seu avô apenas em pensamento é possível que ele se questione: Por que não “de
Moraes?”.
22/11/09
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