quinta-feira, 7 de julho de 2016

A tal saudade


Faz tempo que eu não converso com alguém
Mas não tem problema.
Eu não sinto saudade de conversar.
Não sinto vontade de voltar pra nossa casa
Nem sinto saudade de quando eu chegava às 7 da manhã
Não sinto saudade de nada mesmo, afinal,
Foi um tempo que houve da maneira que houve e que se resolveu.
Ou seja, nenhuma saudade a ser considerada.

Não me lembro de muitos amigos de quem eu tenha saudade
Nem me lembro de lugares que eu queira voltar a visitar
Não sei de cor em quais lugares eu toquei piano
Nem sei quem se lembra de mim
Não sinto saudade, sequer, daqueles almoços em família.

Sinto saudade, às vezes, daquele angu-à-baiana
Sinto saudade, uma vez ou outra, das noitadas
Sinto saudade da Pedrita, nossa cadelinha.

Mas a saudade mais sincera e verdadeira, hoje
Não é de nada disto, é só uma saudade imensa
É mesmo de amar.

Friburgo/2013.

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