quarta-feira, 6 de julho de 2016

Enfim

Enfim, acabou-se a brincadeira. Acabou a brincadeira da bolinha de papel na cabeça, acabou o “pai”triotismo. Acaba agora a enganação, seja ela real, virtual, televisística, marqueteirística, pressalística, convictualística, privatizalís- tica, Lulística ou seja lá o que seja.
Agora serão quatro anos para sorrir ou para chorar, para se orgulhar ou se arrepender, quatro anos para torcer, chegar à conclusão entre olhar para frente e cantar “Depende de nós” ou relembrar que “Eu era feliz e não sabia”.
Haja torcida, seja ela contra ou a favor, isto não importa mais. Agora temos que torcer para que tudo dê certo, até mesmo os erros que venham a acontecer, haja vista que precisamos supor que ainda que errando, as pessoas nas quais depositamos nossa esperança em votos queiram tão bem ao Brasil quanto eu, um simples unitário votador. Sendo que o voto seja supostamente secreto, eu não preciso declarar qual foi a pessoa na qual eu dediquei a minha esperança, sinto-me como o beija-flor que sabe que não pode apagar o incêndio da floresta, mas leva com o bico, a gota d’água e a despeja nele, só pelo fato de ter a certeza de que está fazendo a sua parte.
Temos... Aliás, somos obrigados a torcer a favor, afinal independentemente de sermos PMDBistas, PSBistas, PSOListas, PSDBistas, ou P-Tais-e-quais-ístas, somos brasileiros que ligados pelos mesmos ideais, acabamos por sermos siameses de um só coração. Queremos todos que o que entendemos como país, se construa e se constitua pelos tijolos de cada voto, cada intenção depositada na ponta dos nossos dedos quando cada dedo que decide “CONFIRMA” a nossa esperança.

São Paulo, 04/10/10.

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