Enfim, acabou-se a brincadeira. Acabou a brincadeira da
bolinha de papel na cabeça, acabou o “pai”triotismo. Acaba agora a enganação,
seja ela real, virtual, televisística, marqueteirística, pressalística, convictualística,
privatizalís- tica, Lulística ou seja lá o que seja.
Agora serão quatro anos para sorrir ou para chorar, para
se orgulhar ou se arrepender, quatro anos para torcer, chegar à conclusão entre
olhar para frente e cantar “Depende de nós” ou relembrar que “Eu era feliz e
não sabia”.
Haja torcida, seja ela contra ou a favor, isto não
importa mais. Agora temos que torcer para que tudo dê certo, até mesmo os erros
que venham a acontecer, haja vista que precisamos supor que ainda que errando,
as pessoas nas quais depositamos nossa esperança em votos queiram tão bem ao
Brasil quanto eu, um simples unitário votador. Sendo que o voto seja supostamente
secreto, eu não preciso declarar qual foi a pessoa na qual eu dediquei a minha
esperança, sinto-me como o beija-flor que sabe que não pode apagar o incêndio
da floresta, mas leva com o bico, a gota d’água e a despeja nele, só pelo fato
de ter a certeza de que está fazendo a sua parte.
Temos... Aliás, somos obrigados a torcer a favor,
afinal independentemente de sermos PMDBistas, PSBistas, PSOListas, PSDBistas, ou
P-Tais-e-quais-ístas, somos brasileiros que ligados pelos mesmos ideais,
acabamos por sermos siameses de um só coração. Queremos todos que o que entendemos
como país, se construa e se constitua pelos tijolos de cada voto, cada intenção
depositada na ponta dos nossos dedos quando cada dedo que decide “CONFIRMA” a
nossa esperança.
São Paulo, 04/10/10.
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