Quem
escreve morre
O
que quem escreve é eterno.
Quem
escreveu descansa
As
palavras perambulam por aí.
Quando
escrevemos
Jogamos
ao vento as palavras
Quando
lemos
Sorvemos
o sabor de cada frase
E
para que escrevemos?
Sem
saber se seremos lidos?
Ou
se seremos sabidos?
Sem
pretender sermos entendidos,
Então,
qual a função de ter escrito?
...
Imaginar que alguém irá ler, ou
Supor
que será um segredo de quem escreveu
E
mantido para sempre consigo?
Escrever
ou não escrever, eis a questão.
-Por
não se conformar com uma página em branco,
Por
precisar de talvez mais uma página,
Uma
mais apenas para condensar palavras,
Mas
apenas as suficientes para no final
Simplesmente
dormir em paz.
Assim
é usar a página em branco:
O
exercício solitário,
A
busca incessante,
A
necessidade de trazer à vida as palavras
Que
sempre estiveram dentro do escritor
O
saber que a existência de quem escreve é finita,
Embora
o que por ele é escrito, não.
Nenhum comentário:
Postar um comentário