domingo, 3 de julho de 2016

O amor não morre

        O amor não morre, mas se cansa de ser. Em algum momento ele sente que não é mais preciso que ele exista e ele sabe que não é mais necessário viver, pelo menos não dentro de quem ele vivia antes. Outros amores nascerão e viverão o tempo que for necessário dentro de outros alguéns. Isto é bom e renecessário, a gente pode até não se dar conta, mas o amor sabe disto e portanto, é eterno.
        Um escritor de ofício, obviamente não eu, escreveu sobre um homem que passou a vida olhando o rio passando enquanto nunca se deu conta de quem estava passando era ele e não o rio. O rio estaria sempre lá, mas o homem se iria.

        Será que achamos que o amor se vai enquanto quem se vai somos nós e enquanto isso o amor ri da gente? Não estou escrevendo, estou apenas pensando. Talvez eu escreva sobre isso amanhã, não sei. Pode ser que acorde com outra ideia, como escrever sobre o sol ou sobre a chuva. Ambos são prováveis, apenas eu é que sou inconstante.

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