quinta-feira, 14 de julho de 2016

Por que?

Por que mentiste para mim? Por que me fizeste crer que tudo seria possível, que tudo seria felicidade, quando na verdade o caminho pelo qual me conduzias era só fruto da mentira que a mim mentiras? Por que me fizeste crer que tudo recomeçaria, o sonho, o amor, a vida e tudo mais, por que? Por que fui confiar em ti, quando deveria ter sido mais atento quanto ao que me oferecias, quando eu deveria não ter me deixado levar pelo que tu me dizias, pelo que me induzias a fazer, tu, tão dentro do meu peito, ditando os meus sentimentos e eu assim, tolamente me deixando flutuar em sentimentos que a mim ditavas e que eu acreditava, eu. O que pretendias de mim, quando eu sem perceber me deixava levar por ti e sentia tão fortemente que tu comandavas todo aquele momento da minha vida? Por que foste fazer isto comigo, me enganando e agora me deixando ver o triste lado do que sempre fora a verdade e que tu não me deixavas ver. Em que momento começaste a mentir para mim? Logo no primeiro instante, no dia seguinte, mentiste até ontem, até hoje, até há pouco, desde quando iniciaste o percurso do que me fizeste crer que era verdade. Mentiste, impiedosamente a mim mentiste, mentiste sem medo de me ferir, de me sangrar mesmo sabendo que a minha morte implicaria a tua também. Morro e comigo morres tu.
...Como pudeste tanto me enganar, logo a mim, coração meu.


10/01/10

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