É moleza pegar um texto qualquer num
lugar qualquer, que foi escrito num dia qualquer para uma pessoa qualquer e
transcrever como se tudo aquilo fosse o que realmente você pensa sem
acrescentar ou retirar alguma vírgula. Mas não quero escrever um texto
qualquer, que já tenha sido escrito em um lugar qualquer porque ela não é uma pessoa qualquer. Não haverá outra mulher entre as bilhões de mulheres no mundo
que irá ler este texto, afinal eu não a escolhi para minha vida, a vida me deu-me-a, e melhor do que isto, ela me aceitou na sua vida. Ela ofereceu sua vida à
minha, dedicou-se e até se realizou dentro da minha, de uma maneira tão simples
e tão sincera e tão profunda e tão total que...
...Pensando aqui sozinho: Toda vida
termina incompleta. Sempre poderia haver mais algum dia para alguma coisa
a mais que nunca saberemos o que
seria...
Como
na música... “O que você faria se só lhe restasse mais um dia?”
Eu quereria você por apenas mais um dia.
De você, mais um beijo que durasse por todo
um dia
Um último olhar para que eu a visse pela
eternidade
Para que lá de cima, bem lá de cima
mesmo,
Eu estivesse eternizado dentro de você.
Aí teria sido o melhor dia
De todos os meus dias.
E a música teria então resposta.
Divagar devagar é bom
Necessário, não vão
Bom como pão doce
Doce como mel sorvido
Devagar, aos poucos
Sentido beijo a beijo
Pão a pão, o divagar
Mordida a mordida
Tudo em seu tempo
No ralo do tempo
Gosto de gosto gostoso
Tempo raro indo pelo ralo
Inconfundivelmente
Inconfundivelmente
Devagarosamente
Divagarosamente
Necessariamente
Leminskimente
Compreende?
Não importa,
Escrevi.
08/05/13
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