quinta-feira, 14 de julho de 2016

De tudo

De tudo, antes pretendo encharcar você com palavras, inundá-la de “mins”, já que pretendo ser tantos na sua vida. Seu amigo, seu namorado, seu confidente, seu amante, seu companheiro, e um dia ser a sua mais importante e bela saudade. Hoje quero só rodeá-la de neologismos, de palavras que você nunca leu, de sentimentos que você nunca sentiu, de termos que eu invento assim como inventei o que sinto por você, coisa que eu nunca tinha sentido e que agora faz todo sentido sentir. Se você me acha estranho, sou mesmo, se me acha diferente, sou também, mas se você me acha especial, aposte que sou mesmo. Sou especial por não ter vergonha de amar. Conhece-se pessoas menos pelo que elas parecem ser do que pelo que elas escrevem. Quando o escritor escreve ainda que as suas estórias sejam falsas, as suas palavras são verdadeiras, tal como as minhas. Mas, afinal sobre o que eu estava escrevendo mesmo? Ah, sobre inundar você com minhas palavras, ou algo assim, não lembro direito. Mas sinto que você entende cada letra de cada palavra que escrevo, inundando-a, encharcando-a de mim com palavras absolutamente absurdas, mas, particularmente nossas.


22/11/09

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