Nem sempre fazemos o que queremos, nem sempre amamos a
quem queremos, somos escolhidos, enquanto gostaríamos de escolher, amamos ainda
que sem sermos amados, somos escolhidos à revelia, às vezes. Não escolhemos
sequer nascer, somos escolhidos para tal, e ao nascer, inevitavelmente somos
escolhidos para morrer. E assim seguem a vida, os amores, os nasceres e os
morreres, sem que tenhamos algum controle sobre isto tudo. Hoje, por exemplo,
estou bem sem escolha sobre o que acontecerá na minha vida a partir de amanhã,
mas apenas depois de amanhã, ou depois de depois de amanhã, ou no mês que vem,
quem sabe nunca eu venha a concluir este texto, afinal, nem sempre fazemos o
que queremos ainda que seja uma coisa simples rabiscar palavras numa uma folha
em branco, esperando nem sempre ser lido, se lido, nem sempre compreendido, se
compreendido, nem sempre feliz.
São Paulo, 30/12/09.
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