Já ouviu a seguinte frase? “Pra mim ele
morreu.”
É bem assim mesmo: A gente não morre.
A gente morre para os outros, assim
como,
A gente nasce para os outros.
Como amar alguém que não nasceu?
Que não nasceu para você;
Como deixar de amar uma pessoa
Que para você não morreu?
Este é o truque da vida,
A trapaça do amor,
A consequência da fé.
Segundo os Chineses, você só morre
quando a última pessoa que se lembra de você, morre. Isto é interessante. Interessante
e óbvio, afinal, Elvis vai morrer junto comigo quando eu morrer, mas
permanecerá vivo enquanto for lembrado por quem o ouvir. O Senhor Fernando de
Moraes não só nasceu (garanto), como também morreu, mas ele nasceu para você? E
a resposta é não!
Prá encurtar a estória e economizar as
palavras, ser ou não ser, depende só do ponto de vista de quem hoje é, mas amanhã
pode também não mais ser.
Portanto, querida, é mais importante que
você não morra para que então eu sobreviva. Eu posso sobreviver a muita coisa,
mas não a morrer dentro de você.
...Quebra esse galho, não morre não. Deixa
essa parte pra mim. Você vivendo é a única forma de eu não morrer nunca, ou
pelo menos de eu só morrer quando você também morrer. Aí a gente morre junto.
Como
previsto no truque da nossa vida,
Como
planejado na trapaça do nosso amor,
Incrustado
na eternidade resgatado pela nossa fé.
Abril de 2012
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