São
sete e meia da manhã.
Eu
ainda não dormi, porém estou com a presença
de
sua ausência incrustada em mim.
Ainda
que sem ter mais direito
Ainda
que sem mais tempo
Mesmo
que sem nenhuma virtude
Nada
nem ninguém me impedem de escrever.
Não
digo que amo você, escrevo.
Sem
culpa, sem passado, sem futuro.
Escrevo
o amor apenas em palavras lidas.
Posso
escrever sem provar nada.
Posso
não provar, sentindo tudo.
Posso
não beijar você
Mas
me permito sentir vontade.
Do
beijo, tanto quanto
De
amar-lhe como há décadas amo.
Tudo
sem pedir-lhe que acredite.
Posso
morrer sem mais amar
Já
que todo o amor que eu tinha, amei-lhe.
Posso
ainda escrever
Sobre
o amor amado
Tão
bem amado amor.
Infinito,
eterno.
Posso
morrer sem nunca mais amar
Não
posso morrer sem nunca mais escrever
Sei
lá...
Estou
escrevendo...
Estou
vivo.
Quanto
ao restante acho que vou sonhar...
10/08/09
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