Tenho
problemas com o amor.
Até
consigo ficar durante algum tempo sem amar, mas depois acabo voltando para meus
antigos amores de gente, de música e de poesias. Não acho que os meus amores antigos
sejam os meus preferidos, mas desde que acompanhados de um pouco de boas
lembranças, e umas, tais saudades, nunca me serão preteridas. Nunca consegui
chegar a uma conclusão sobre isto, só sei que é bom tanto quando fico um tempo
sem amar e o quanto é voltar ao estado de apaixonite. A apaixonite, sei que não
existe, mas também o estado de desapaixonite não existe. Na verdade invento
estes termos, seguramente quando estou amando. Enquanto [...]eu só usaria
palavras que existem.
Tenho
problemas com o amor.
Até
consigo ficar durante algum tempo sem amar, mas depois acabo voltando para meus
antigos amores de gente, de música e de poesias. Não acho que os meus amores
antigos sejam os meus preferidos, mas desde que acompanhados de um pouco de
boas lembranças, e umas, tais saudades, nunca me serão preteridas. Nunca
consegui chegar a uma conclusão sobre isto, só sei que é bom tanto quando fico
um tempo sem amar e o quanto é voltar ao estado de apaixonite. A apaixonite, sei
que não existe, mas também o estado de desapaixonite não existe. Na verdade
invento estes termos, seguramente quando estou amando. Enquanto [...]eu só
usaria palavras que existem.
Não sou amador
de ofício. Sou apenas necessitado de amar como algum outro termo que termine em
ar, não necessariamente um verbo como escrever nem sentir ou supor. Sou apenas dependente
de amar como se amar fosse uma droga [que droga!]. Amar para mim não é verbo e
sim substantivo. Amor pode ser um substantivo abstrato. Amar é um substantivo
concreto e impluralizável. Amor de mãe é singular, amor entre homem e mulher é
particular, o amor que eu sinto é implural. Amo amar e não me contenho dentro
do que sinto. Às vezes acordo de madrugada com a sensação de que estou amando
sei lá o quê, outras vezes paro de repente no meio da rua para ficar olhando um
pássaro, e até chego a sentar-me num banco só para ficar amando o que
normalmente as pessoas chamam de vida e que eu às vezes chamo de existência,
mas por ora acho que é só permanência.
Tenho
problemas com a escrita.
Até
consigo ficar durante algum tempo sem escrever, mas depois acabo voltando aos
textos e às palavras antigas. Tudo movido entre uma dose e outra de amores e de
vodkas.
Junho/2014
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