quinta-feira, 14 de julho de 2016

De repente

De repente quando olhei pela janela, lá estava ela
- A lua -
Sorrindo para mim, zombando da minha cara
Bonita, assim, tão nua, tão exposta
Como se risse por eu não tê-la visto ontem
Vindo só a percebê-la agora
Já que ela estava ali, perto da minha janela - A lua-
Que eu não havia visto ontem.
Quem sabe ela tenha passado a noite velando por mim?
Cuidando de mim, sabendo da minha existência. Será que ela viu quando eu limpei minhas lágrimas, por nem tê-la sabido ontem? Será que ela recebeu minha mensagem quando eu olhei para o céu? Será que ela ouviu o que eu pensei sem falar?
Seria “você” a lua que sempre esteve por perto e eu não percebera? Seria “você” o cheiro que por vezes eu sentira e não virara a cabeça pra saber de onde vinha? Seria “você” a mulher para quem tantas vezes eu transformara a ausência em emoção e que fizera com que a minha música se transformasse na mais bela das músicas? Seria “você” a minha lua, aquela só minha, com quem eu dividia minhas caminhadas durante as madrugadas quase de mãos dadas comigo, eu sem me preocupar quando após a chuva percorrer-me o corpo eu olhava pra ela e ria sozinho? Seria “você” quem dorme agora dentro do meu sono, em sonho, esperando que o sol nasça? Quem sabe...



Sem data




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