sexta-feira, 8 de julho de 2016

Quem me dera


Quem me dera... Quem me dera não, EU QUERIA, acho melhor.  EU QUERIA ser o poeta que tem... Que tem, não, que POSSUI, (ou que possuísse?) EU QUERIA SER O POETA QUE POSSUÍSSE todas as palavras à mão - SEMPRE à mão acho que fica melhor - para escrever, escrever não... RIMAR, para rimar todas as palavras do mundo, do mundo não, todas as palavras possíveis... Todas as palavras possíveis para... para quê. Para que não PARA QUEM. Isto. Eu queria ser o poeta que possuísse todas as palavras sempre à mão para rimar todas as palavras... NÃO POSSO REPETIR “AS PALAVRAS”, PRINCIPALMENTE QUANDO AS PALAVRAS SÃO AS PALAVRAS. Eu queria ser o poeta que possuísse todas as palavras sempre à mão para rimar todos os sentimentos possíveis... Dá pra rimar sentimentos? Aprendi na faculdade que não pode rimar amor com dor porque é uma rima pobre. Ah, soubesse eu usar uma rima consoante, outra assoante, Me divertir entre rimas internas e externas. (Ignóbil faculdade que em vez de ajudar, atrapalha).

CONTROL + T + DEL..... Não é que funciona? Não sou mais nada. Sou novamente uma página em branco sem precisar ser poeta, sem precisar rimar nada com nada... Ops... Nada com nada, rima e não é uma rima pobre, são dois... espera... Qual é a classe gramatical de nada? Será que nada não pertence a nenhuma classe gramatical?  Se nada não é nada não admite rima porque nada rima com nada então só resta a idéia sem a preocupação com a rima por que separado rima com porque junto e isso me basta.

Ops, por quê junto, ou porque separado, com acento ou sem acento, Não sei se acento se escreve com acento ou sem acento, pior ainda, acento se escreve com “C” ou com dois “S”? Aliás acho que depende de onde você coloca o assento... Nãooooooooo onde você coloca o assento com dois “S”. Esse mesmo que você está pensando. Péra aí Esse também poderia ser “S” se tivesse assento, mas o assento não tem acento com “C”. E a coisa vai piorando mais ainda se esse é “S” com acento agudo ou circunflexo no primeiro “e”.
(Ê)sse ou (É)sse. Dá pra imaginar como é facinho escrever este texto para que o ator entenda... Ah.!!! Porque (não interessa se este porque é junto, separado com acento ou sem acento com s ou com dois “s”, ta?) O importante é que o ator interprete, ele ganha pra isso, pra isso ou pra isto? É, porque (aquele porque) não faz a menor diferença do porque... Não aquele porque de antes, o outro, com acento...
Voltando ao assunto. Eu resolvi escrever apenas UMA palavra que não precisava, (ou será que não precisasse) ser rimada com nenhuma outra palavra, (já repeti a palavra palavra de novo, ai meu Deus) Bem...Eu só queria escrever alguma coisa que fizesse vocês ficarem (ficarem... ou ficar?) felizes e achei... achei não é cult. Supus... Supus é muito antigo. Imaginei... imaginei é muito vago.

Bem... Eu resolvi escrever em apenas uma palavra.(Fica escrever mesmo), porquê seja o por quê junto ou separado, com acento ou sem acento, todos os que entendem o poeta sabem reconhecer de forma plena o que sequer requer rima, entendem cada letra de cada palavra de cada verso de cada frase de cada poema do poeta, entendem-lhe a alma e o poeta não se vale da rima, se vale de quem lê, se vale de quem o compreende, ou seja, de sua palavra sem rima, sem verso, sem travessão no diálogo, tal como José Saramago escrevia e argumentava que o problema do travessão era de quem lia e não dele, Saramago e o que bastará agora a quem ao poeta escreve, é apenas uma única palavra sem rima:

OBRIGADO!

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