Inevitavelmente, irremediavelmente sou obrigado a
admitir que estou apaixonado completamente por ela e o pior não é nem isto,
mas, que estou decidido a me casar com ela, aquela moça. Agora vai ser um jogo
de rato e gata, onde no final o rato será obrigado a se render ao sentimento
que a gata [e que gata!!!] com pouco mais de que um olhar plantou no coração do
rato. Agora ao rato, refém dos olhos da gata, do seu sorriso, da sua presença, não
restam muitas opções, ele sabe que refém é, e que não há mais salvação para isto.
Imaginem um rato apaixonado por uma gata. Vai ser tão difícil explicar isto aos
outros animais, principalmente aos leões. Talvez a formiguinha que se
apaixonou, certa vez, pelo elefante compreenda, ou quem sabe o macaco que amava
a girafa e dava um trabalho danado pra ir lá em cima beijá-la na boca também
compreenda as dificuldades que têm que ser superadas. Enfim não restam mais muitas
palavras que eu conheça para dizer o que quero dizer agora a não ser: Quer se
casar comigo? ... "E que venham os leões”.
28 de dezembro de 2009.
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