Eu não me lembrava de o quanto era bom fechar a porta e a
cortina até quando o dia virava quase noite e ela estava disposta a sorrir pra
mim e o seu sorriso iluminava os meus olhos e a minha sala e a minha casa. Não
era preciso nem janela nem porta para que eu me sentisse todo feliz, todo
iluminado por ela. Ela me iluminava e eu gostava de ser iluminado pela sua luz,
pelo seu sorriso, sorrindo só pra mim e pra mais ninguém. Não havia mais porta
nem saída, era a presença definitiva. Só que a gente não sabia nem precisava
saber. Tinha que ser assim, de uma vez para sempre. Você me deixou sem saída,
mas você também não a tinha. Não havia mais como escaparmos um do outro.
Coincidências talvez sejam isto: Tudo o que faz com
que o carro enguice bem em frente ao destino da gente.
20/04/10
Nenhum comentário:
Postar um comentário