Eu gostaria de não sentir a necessidade de algumas
linhas de palavras escritas para ela todos os dias, mas é assim que o meu
coração me pede, me obriga, todos os dias, todas as noites, todas as
madrugadas, todos os amanheceres.
Está virando
rotina e não sei se escrever resolve, não, ainda, aprendi direito a sentir sua
falta, não aprendi a não a querer aqui em minha casa diariamente, mas algo há de
certo em tudo isto. Sua ausência cada vez é maior apesar do tempo pouco em que
não nos vemos que não nos tocamos, que não nos beijamos. Sou assim, entregue às
paixões e ela me conseguiu deixar assim apaixonado como se eu houvesse adquirido
uma doença, uma “apaixonite” aguda da qual não há remédio a não ser a sua
presença, e tomara que não haja cura. Será que existe apaixonite? Se não
existir, eu invento e fica por assim dizer: Sofro de apaixonite, e quem não
entender o que significa isto, é por um motivo simples: Porque nunca esteve
frente a frente com uma mulher tão apaixonante quanto ela.
17/12/09
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