Num tempo já distante eu convivi durante meses com
muitas gaivotas em alto mar. Não sei se elas me acompanhavam ou se era eu quem
as acompanhava diariamente. Não sei se eram sempre as mesmas gaivotas ou eram
diferentes a cada dia, mas, eu as admirava ... e muito. É esta lembrança que me
vem hoje e como eu só sei me expressar direito através da minha música, tudo o
que eu consegui neste último dia do ano foi tocar piano e assim remeti-me às
gaivotas que eu observava naquele tempo.
Era assim: Quando eu notava, elas estavam ali. Acima de mim ou ao meu lado. Permaneciam durante um tempo. Às vezes à minha direita outras vezes à minha esquerda, mas sempre por perto. Às vezes eu as perdia de vista e não sei porquê eu as sabia por perto. Elas me traziam paz e me mostravam a grandeza da liberdade. Tudo em volta era mar e mais mar. Depois que elas iam embora naquele dia, eu sabia que no dia seguinte elas apareceriam novamente... Não sei se elas ou outras, mas apareceriam. Daí eu toquei assim como se você voltasse como as gaivotas voltavam sempre, apesar do livre arbítrio que elas possuem. Eu sei que elas estão lá no mar vivendo a liberdade que lhes é pertinente e que só por ela voam e eu ainda as tenho na memória como se eu novamente estivesse naquele mar imenso (como é imenso o mar do amor). Enfim, acho que foi isto o que aconteceu este ano. Voltei ao mar da paixão, e você foi como uma gaivota que apareceu um dia e ficou por um tempo indo e vindo e me fazendo tocar piano como há muito eu não conseguia. Você foi a minha inspiração, a minha falta de sono no mesmo momento em que foi o meu sonho numa confusão louca, estremecedora, assustadora e sei lá o que mais.
Um dia penso que vou voltar ao mar e saberei que as gaivotas estarão por lá. Não sei se serão as mesmas, mas serão as minhas gaivotas.
Era assim: Quando eu notava, elas estavam ali. Acima de mim ou ao meu lado. Permaneciam durante um tempo. Às vezes à minha direita outras vezes à minha esquerda, mas sempre por perto. Às vezes eu as perdia de vista e não sei porquê eu as sabia por perto. Elas me traziam paz e me mostravam a grandeza da liberdade. Tudo em volta era mar e mais mar. Depois que elas iam embora naquele dia, eu sabia que no dia seguinte elas apareceriam novamente... Não sei se elas ou outras, mas apareceriam. Daí eu toquei assim como se você voltasse como as gaivotas voltavam sempre, apesar do livre arbítrio que elas possuem. Eu sei que elas estão lá no mar vivendo a liberdade que lhes é pertinente e que só por ela voam e eu ainda as tenho na memória como se eu novamente estivesse naquele mar imenso (como é imenso o mar do amor). Enfim, acho que foi isto o que aconteceu este ano. Voltei ao mar da paixão, e você foi como uma gaivota que apareceu um dia e ficou por um tempo indo e vindo e me fazendo tocar piano como há muito eu não conseguia. Você foi a minha inspiração, a minha falta de sono no mesmo momento em que foi o meu sonho numa confusão louca, estremecedora, assustadora e sei lá o que mais.
Um dia penso que vou voltar ao mar e saberei que as gaivotas estarão por lá. Não sei se serão as mesmas, mas serão as minhas gaivotas.
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