Laços
que se transformaram nos nós de nós.
E que
nós apertamos até se transformarem
Em nós
de nós.
Laços
de amor, amor entre nós.
Nós que
cultivamos os laços
Laços
com perfume, laços de para sempre.
Nós dos
olhares, nós dos quereres, nós do sentir,
Nós do
amar, nós da, nós do somar, nós do sonhar.
Aquilo
que ninguém consegue imitar. Somente nós.
Querendo-nos
às escuras, olhando-nos de soslaio,
Perdendo
ou prendendo a respiração ao mesmo tempo.
Nós que
nos transformamos em tantos verbos
Conjugados
sempre no plural.
Nós que
nos transformamos em um laço
Que
quanto mais apertado, mais somos um só nó.
E se em
uma ponta do laço um sempre escreve.
Em
outra ponta o outro sempre lê.
Assim
se estreita o laço que aperta o nó,
Que
continua apertando o laço
Que
assegura o nó, que mantém o laço.
Também
assim vai a vida e com ela vamos nós.
Apertando
os nós entre nós.
Eu
gostaria de escrever mais, mas
Acho
que nem preciso por que
O que
está entre nós, não há laço que desamarre,
Nem que
faça-nos desapegarmo-nos.
Pois haja
distância, haja silêncio, haja ausência,
Sei que
respiramos na mesma sintonia
E que sempre
que há aí um olhar que vê a mim
Há aqui
outro, que a vê.
* * *
Assim
sorrio sozinho andando pela rua, sem que ninguém saiba que o meu sorriso
representa o laço entre os nossos passos.
Nós,
querendo ou não, amarrados entre nós.
31/12/13
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