O mito da Loreley surgiu em 1801,
quando Clemens Brentano, tido como o "pai" da beldade loira, relatou
pela primeira vez sua história durante uma viagem pelo Reno. Poemas e
anotações originais de Brentano, Heinrich Heine e Friedrich Silchers, outros
dois poetas que também eternizaram a Loreley, fazem parte da exposição que pode
ser visitada até o dia 31 de outubro. Se você for de barco até Bingen ou
Koblenz, preste bem atenção. Quem sabe dá para ouvir o canto da Loreley. Muitos
garantem que ela de fato existe...
Loreley
Heinrich Heine
Não sei como explicar
isso,
Pois, estou tão triste...
Uma lenda dos velhos tempos
Não me sai da cabeça
O ar está frio e já escurece,
E calmo flui o Reno.
O pico da montanha brilha
No crepúsculo vespertino.
Pois, estou tão triste...
Uma lenda dos velhos tempos
Não me sai da cabeça
O ar está frio e já escurece,
E calmo flui o Reno.
O pico da montanha brilha
No crepúsculo vespertino.
A bela virgem se
assenta
Lá em cima, admirável.
Suas douradas jóias cintilam
Ela penteia seus cabelos louros.
Ela os penteia com pente de ouro
Enquanto canta uma canção.
E o canto maravilhoso,
Tem uma fascinante melodia.
O barqueiro em pequeno barco
Supera uma frenética ventania
E não percebe à frente o recife,
Ele olha só para cima, no alto.
Creio que as ondas vão devorar
Afinal, barqueiro e barco.
E assim se deu com seu cantar
A saga de Loreley.
Lá em cima, admirável.
Suas douradas jóias cintilam
Ela penteia seus cabelos louros.
Ela os penteia com pente de ouro
Enquanto canta uma canção.
E o canto maravilhoso,
Tem uma fascinante melodia.
O barqueiro em pequeno barco
Supera uma frenética ventania
E não percebe à frente o recife,
Ele olha só para cima, no alto.
Creio que as ondas vão devorar
Afinal, barqueiro e barco.
E assim se deu com seu cantar
A saga de Loreley.
P.S. (Garanto-lhes: Eu a conheci.)
São Paulo,
27/10/09.
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