domingo, 3 de julho de 2016

Louco

Sou tido como maluco pela maioria das pessoas que eu conheço, sou chamado de louco por praticamente cem por cento de quem sequer conheço, mas acho que todos estão certos. Não conheço ninguém normal que passe uma segunda-feira inteira agradecendo a Deus sem ter motivo, digo, sabendo o motivo: “Estar vivo”.  Normais são aqueles que esperam o domingo para irem à missa, para rezar uma ave-maria, um pai nosso nem sempre bem rezado. Não nasci pra ser normal. Nasci para receber Deus dentro da minha casa não na hora que eu pretendo, mas na hora que Ele vem aqui me visitar. Minha casa está sempre aberta, sem trancas na porta, literalmente, não tranco as portas da minha casa. Na minha casa entra quem quiser a qualquer hora, e até hoje a única pessoa que entrou aqui foi Jesus. Nunca fui assaltado nem minha casa nunca foi invadida a não ser por Jesus. Aí, de repente eu acordo e sinto que tem Alguém aqui dentro e, claro, fico fazendo companhia à visita. Conversamos, Ela me conta as coisas que pretende fazer comigo e eu acho isto legal. Também abro meu coração, sabendo que nem precisaria já que Ela sabe cada palavra que eu vou dizer.  Mas funciona assim. A gente fica junto na minha casa conversando sem palavras. Muita gente acha que eu moro sozinho, mas deixa que elas pensem assim, não faz mal a ninguém achar que a gente está sozinho, talvez elas estejam e achem que o resto do mundo também esteja. É o truque dos malucos, dos loucos, verem Deus enquanto as pessoas normais vêem ou cuidam de outras coisas, cada um na sua função. Acho que toda a minha loucura pode caber em apenas uma página, enquanto que a eternidade... Cabe em uma palavra: DEUS.


Loucos são assim, simples assim.

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