Sou tido como maluco pela maioria das
pessoas que eu conheço, sou chamado de louco por praticamente cem por cento de
quem sequer conheço, mas acho que todos estão certos. Não conheço ninguém
normal que passe uma segunda-feira inteira agradecendo a Deus sem ter motivo,
digo, sabendo o motivo: “Estar vivo”.
Normais são aqueles que esperam o domingo para irem à missa, para rezar
uma ave-maria, um pai nosso nem sempre bem rezado. Não nasci pra ser normal.
Nasci para receber Deus dentro da minha casa não na hora que eu pretendo, mas
na hora que Ele vem aqui me visitar. Minha casa está sempre aberta, sem trancas
na porta, literalmente, não tranco as portas da minha casa. Na minha casa entra
quem quiser a qualquer hora, e até hoje a única pessoa que entrou aqui foi
Jesus. Nunca fui assaltado nem minha casa nunca foi invadida a não ser por
Jesus. Aí, de repente eu acordo e sinto que tem Alguém aqui dentro e, claro, fico
fazendo companhia à visita. Conversamos, Ela me conta as coisas que pretende
fazer comigo e eu acho isto legal. Também abro meu coração, sabendo que nem
precisaria já que Ela sabe cada palavra que eu vou dizer. Mas funciona assim. A gente fica junto na
minha casa conversando sem palavras. Muita gente acha que eu moro sozinho, mas
deixa que elas pensem assim, não faz mal a ninguém achar que a gente está
sozinho, talvez elas estejam e achem que o resto do mundo também esteja. É o
truque dos malucos, dos loucos, verem Deus enquanto as pessoas normais vêem ou
cuidam de outras coisas, cada um na sua função. Acho que toda a minha loucura
pode caber em apenas uma página, enquanto que a eternidade... Cabe em uma
palavra: DEUS.
Loucos são assim, simples
assim.
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